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segunda-feira, 5 de abril de 2010

ADVOCACIA – UMA DAS MAIS BELAS PROFISSÕES

A advocacia é uma das mais, ou talvez, a mais importante das profissões que temos e, o profissional, precisa, inclusive, estar preparado para a aplicação da multidisciplinaridade.
Outro dia, atendi em meu escritório um rapaz que queria uma consulta sobre um assunto previdenciário que buscava em Juízo.
Durante nossa conversa sincera e muito franca, comecei a prestar muita atenção em tudo que ele dizia.
Uma pessoa com aproximadamente 1,50m de altura, cor negra, com deficiência física numa perna e no braço esquerdo.
Dizia que pretendia um benefício da Previdência Social por que, muito embora tenha todos os problemas visuais acima indicados, também é portador de epilepsia e, vez ou outra, tem os seus ataques e, mesmo assim, já trabalhou com registro em carteira e, quando teve a manifestação do ataque epilético, foi dispensado da empresa.
Fica nos cruzamentos das vias públicas para entregar panfletos e ganhar algum dinheiro para o seu sustento e sobrevivência, mas vândalos o agridem, tomam os seus panfletos e jogam fora, prejudicando o seu trabalho. Outras vezes, sai à rua para vender sorvetes e, é atacado por meliantes que roubam-lhe todo o dinheiro.
Sentindo-se mais confiante, resolve o pobre rapaz, contar que até há uma semana atrás estava internado num hospital psiquiátrico, afirmando mais, que tem muita raiva por ser excluído do mercado de trabalho, falando, com muita propriedade, como alguém que já sentiu na pele, a rejeição do mercado que não aceita o portador de necessidades especiais nos seus quadros de empregados.
Necessário, portanto, foi demonstrar ao rapaz que, embora, seja profundamente difícil transcender essa barreira toda que nós, sociedade, colocamos, e que é muito importante persistir na luta e jamais permitir que o preconceito ganhe corpo e espaço na sociedade.
Embora seja ele portador de deficiência, é instruído, estuda, e demonstrou enorme vontade de exercer uma atividade profissional e, mais do que isto, ser útil e se sentir útil.
Confesso que mexendo com a autoestima que estava muito baixa, procurando falar palavras encorajadoras, após 20 minutos de conversa, tive a grata surpresa que aquele potencial cliente, que havia chegado com sua autoestima muito baixa, agora deixava minha sala sorrindo, feliz, e, acreditando que vale a pena lutar e, na só lutar, mas viver.
Pediu-me um abraço e num gesto sincero de agradecimento foi embora feliz, ou seja, não adianta pensar que ser advogado é somente usar vestes talares e fazer suas petições, buscando sempre os ganhos monetários ($).
É, sem sombra de dúvida, ser também, sociólogo, psicólogo, médico, conselheiro, sacerdote.
Este sacerdócio é muito prazeroso, realizador e reservado para poucos.

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